PARALIZAÇÃO

Universidades venezuelanas podem paralisar por falta de orçamento

Universidades venezuelanas podem paralisar por falta de orçamento (Foto: Wikimedia Commons)

Vinte universidades estão sob ameaça de paralisação caso o governo não receba, até março, o orçamento para trabalhar e honrar seus gastos

A presidenta da Associação Venezuelana de reitores Universitários (AVERU), Cecilia García Arocha, garantiu, na última quinta-feira (25), que as universidades públicas autônomas do país não receberam orçamento para trabalhar além de março, o que pode levar à paralisação das unidades de estudo.

“A situação é muito complicada nas universidades autônomas por que o valor que cobre as despesas de funcionamento de janeiro e fevereiro não foi outorgado a nenhuma das universidades”, disse Cecília aos jornalistas, cuja associação agrupa 20 universidades.

A presidente da AVERU ainda advertiu que a situação financeira das universidades, que retomaram atividades após quase quatro meses em uma greve por motivos similares, poderia gerar “um desgaste e uma paralisia da escolas e faculdades”.

García Arocha, que além disso é reitora da Universidade Central da Venezuela (UCV), uma das mais importantes do país, afirmou que no caso da sua instituição, deixou-se de pagar o salário dos operários há uma semana por falta das verbas.

Neste sentido, alertou que o mesmo pode ocorrer com os professores que deveriam receber seu salário na próxima segunda-feira, mas também não há orçamento. Fez um chamado “muito forte” ao governo de Nicolás Maduro para que se ordene o desembolso do orçamento, para “honrar os salários para a comunidade universitária”.

“Se até março as universidades não receberem e não puderem funcionar, o governo participou do fechamento direto delas”, afirmou. Desde setembro passado e até o início de janeiro, a Federação de Professores Universitários da Venezuela (Fapuv) promoveu uma greve de docentes das universidades públicas associadas a esta organização, em protesto pelos baixos salários, orçamento deficitário e intervenção governamental. As atividades dos docentes se reiniciaram apesar de não terem atendido às reivindicações.




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