DESIGUALDADE DE GÊNERO

Unesco vê desigualdade de gênero na educação como desafio na América Latina

Unesco vê desigualdade de gênero na educação como desafio na América Latina (Foto: Creative Commons - CC BY 3.0)

Segundo a especialista Cecilia Barbieri, a temática de gênero deve ser prioritária no planejamento da educação para assegurar um futuro sustentável

Em evento realizado na ultima semana, a Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) reconheceu o desafio da desigualdade de gênero na educação que existe na América Latina e reafirmou seu combate para promover a igualdade entre sexos.

Segundo a especialista sênior em educação da Unesco para América Latina e o Caribe (OREALC/Unesco Santiago), Cecilia Barbieri, a temática de gênero deve ser considerada prioritária no planejamento da educação. “Deve ser pensado desde as infraestruturas até o desenvolvimento de materiais ou os processos pedagógicos, pois a participação total e equitativa das mulheres é vital para assegurar um futuro sustentável”, acrescentou.

As declarações foram feitas no evento denominado “Promovendo a igualdade e igualdade de gênero na Educação 2030”, no qual foi divulgado os resultados do terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (TERCE), coordenado pela Unesco.

Segundo Barbieri, a América Latina e o Caribe enfrentam desafios muito particulares em matéria de gênero. “Sabemos que houveram grandes avanços nos últimos 15 anos, e que nosso progresso se deve ao compromisso político das autoridades, da sociedade civil e das distintas organizações, mas nossos desafios ainda são grandes, a desigualdade, em múltiplos níveis, continua sendo um dos maiores desafios da região”, indicou.

Segundo ela, Unesco segue trabalhando com todos os estados-membros fornecendo conhecimento, informação, coletando dados e disseminando experiências de sucesso para que os caminhos de todos, independentemente do gênero, condição social, econômica, sexual ou ética, não seja um limitante a seu desenvolvimento. “Todas as pessoas nos importam. E enquanto a igualdade não for uma realidade, nossa dívida com o povo seguirá vigente. Esse compromisso assumiu a Unesco com vocês”, enfatizou Barbieri.

Já a ministra da Educação e Cultura do Paraguai, Marta Lafuente, se referiu ao acordo mundial alcançado em torno da Agenda 2030 das Nações Unidas, e indicou que a educação é um dos objetivos para o Desenvolvimento Sustentável. “Se os líderes mundiais, a sociedade civil, os governos e as organizações não tomamos a educação como centro, estamos negando que há vida sobre a Terra”, acrescentou.

Segundo ela, a educação é um bem comum e público e o direito a ela é potencializador do gozo dos demais direitos. “A igualdade de gênero é parte deste esforço e devemos rever o que estamos fazendo”, ressaltou.




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