EDUCAÇÃO SUSTENTÉVEL

No Uruguai, 40 crianças estudam na primeira escola sustentável da América Latina

No Uruguai, 40 crianças estudam na primeira escola sustentável da América Latina (Foto: EFE)

2.000 pneus, 5.000 garrafas de vidro, 2.000 metros quadrados de papelão e 8.000 latas de alumínio foram utilizados na construção da escola sustentável

Na cidade uruguaia de Jaureguiberry, na província de Canelones, 40 crianças iniciaram, no dia 30 de março, suas aulas na primeira escola pública sustentável da América Latina. Após um mês e meio de construção, ela é completamente estruturada à base de materiais reciclados.

A construção, iniciada em fevereiro, implicou a utilização de 2.000 pneus, 5.000 garrafas de vidro, 2.000 metros quadrados de papelão e 8.000 latas de alumínio. A escola recebe energia mediante painéis fotovoltaicos e moinhos de vento e o modelo construtivo utilizado permite gerar energia elétrica, calefação, água corrente e alimentos orgânicos.

Este centro educativo, situado a cerca de 80 quilômetros de Montevidéu, funciona como escola rural e tem capacidade para 100 alunos, embora não tenha iniciado a funcionar com capacidade total.

O projeto pôde concretizar-se com o apoio de mais de 200 empresas e instituições do país sul-americano e de sua construção, que durou sete semanas, participaram mais de cem voluntários de 30 países.

A inauguração contou com a presença de distintas autoridades nacionais, professores, alunos e moradores do local. No evento, o Conselho de Educação Inicial e Primária (Ceip) recebeu as chaves dos responsáveis do projeto, denominado “Escola Sustentável” e dirigido por Martín Espósito. A edificação é obra do arquiteto americano Michael Reynolds, que há 45 anos se dedica à construção de imóveis auto-sustentáveis.

Além disso, no marco da inauguração a escola aderiu à marca país “Uruguai Natural”, com assinatura de um acordo com a ministra de Turismo, Liliam Kechichian, e o diretor-executivo do instituto de promoção de investimentos e exportações Uruguai XXI, Antonio Carámbula. “A escola promove valores sustentáveis, intrínsecos também na concepção da marca país”, explicou Carámbula. Segundo ele, o Uruguai Natural “aprova e reconhece os esforços realizados pela sociedade civil da região, pelos idealizadores da escola e as empresas e instituições que viabilizaram a realização”, concluiu.




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