NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

Mercadante, ex-chefe da Casa Civil de Dilma, assume o MEC com a reforma ministerial

Mercadante, ex-chefe da Casa Civil de Dilma, assume o MEC com a reforma ministerial Foto: EFE/Ballesteros

Ocupando o cargo pela segunda, Aloizio Mercadante é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e participa do governo Dilma desde o primeiro mandato.

Aloizio Mercadante (PT) é o novo ministro da educação, anunciado hoje pela presidenta Dilma Rousseff, durante pronunciamento sobre a recente reforma ministerial. O petista deixa a Casa Civil, posição que ocupava no governo, para assumir uma das pastas mais importantes do Brasil.

Mercadante ocupou pela primeira vez o Ministério da Educação (MEC) entre os anos de 2012 e 2014, após o ex-ministro e hoje prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad (PT) sair do cargo para concorrer à eleição. Na época, ele, que foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, marcou o seu mandato no ministério pela expansão dos programas de oferecimento de vagas em universidades públicas e em intercâmbios estudantis, o Sistema Unificado de Seleção (Sisu) e o Ciências sem Fronteiras.

Mercadante permaneceu dois anos no cargo, o que não aconteceu com Renato Janine, que foi demitido pela presidente em reunião restrita ontem (1) após cinco meses de ter assumido a pasta.

Janine mantinha a imagem de ministro ‘não-político’, que lhe foi associada por ser filósofo e professor de ética da Universidade de São Paulo (USP), além de manter um extenso currículo acadêmico e uma agenda ativa no MEC.

O novo ministro já ocupou a pasta da Ciência, Tecnologia e Inovação no primeiro governo Dilma (2010-2014), além de ter sido senador por São Paulo entre 2003 e 2010.

Para o antigo cargo de Mercadante, no Ministério da Casa Civil, a presidenta nomeou o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que estava no Ministério da Defesa até então.

A reação dos internautas

Após os anúncios de mudanças ministeriais da presidente, especialmente para os ex-ministros da saúde, Arthur Chioro, e educação, Janine, os internautas ‘esquentaram’ as redes sociais com reprovação aos atos presidenciais, especialmente na área acadêmica.