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Líder da ONU defende inclusão de jovens para combater o terrorismo

Líder da ONU defende inclusão de jovens para combater o terrorismo (Foto: Eskinder Debebe/UN)

Líderes mundiais defenderam que jovens vulneráveis devem ter acesso à educação e emprego para estarem inclusos na sociedade e prevenidos do terrorismo

Na última semana, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apontou os jovens como as principais vítimas do extremismo violento. Segundo ele, é entre eles que se recruta a maior parte dos responsáveis por ataques, além de serem os que mais sofrem com os atentados.

A declaração foi feita em um debate da convenção de Genebra sobre Prevenção do Extremismo Violento, do qual também participou o ministro das Relações Exteriores da Suíça, Didier Burkhalter.

“A prevenção do extremismo violento tem muitas dimensões, mas não há nada mais urgente que a necessidade de proteger nossos jovens. Eles são vítimas duas vezes porque são captados pelo terrorismo e deliberadamente atacados em parques, escolas e universidades”, afirmou Ban. Segundo ele, o extremismo floresce da exclusão e marginalização dos jovens, que são abandonados pelo espaço político e excluídos dos direitos humanos.

Para Burkhalter, o fenômeno do terrorismo ainda é pouco entendido, precisando ser decifrado para que se possa proteger os jovens. “Temos que abrir perspectivas para os jovens e imunizá-los contra as tentações do terrorismo. Devemos oferecer-lhes outra opção, muito melhor, e dar-lhes acesso à educação e ao emprego”, afirmou.

Neste sentido, a entidade busca a participação dos próprios jovens na tarefa de previnir práticas extremistas violentas. “Não teremos sucesso até que empreguemos o idealismo, a criatividade e a energia dos quase dois bilhões de jovens no mundo”, afirmou Ban. O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Didier Reynders, que também participou do evento, defendeu o uso da cultura em todas suas facetas para incluir aos jovens na sociedade.

Neste sentido, ambos líderes advogaram pela criação de planos nacionais que evitem os guetos e promovam a integração.




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