INFRAESTRUTURA E EDUCAÇÃO

Infraestrutura e educação, fundamentais para que América Latina cresça

Infraestrutura e educação, fundamentais para que América Latina cresça Foto: EFE/Elvira Urquijo A.

Os ministros peruanos de Economia e Educação defenderam o desenvolvimento da infraestrutura e aumento dos investimentos em educação como fundamentais para que a América Latina continue crescendo no ritmo que está.

O desenvolvimento da infraestrutura e o aumento dos investimentos em educação são fundamentais para que a América Latina possa manter seu ritmo de crescimento no meio das condições adversas da economia internacional, afirmaram este mês os participantes de uma conferência organizada em Lima pelo Banco Mundial (BM).

A conferência “Promover o crescimento através de políticas efetivas” se encerrou com um colóquio que teve entre seus conferentes os ministros peruanos de Economia, Alonso Segura, e de Educação, Jaime Saavedra, e ao ex-ministro de Assuntos estratégicos do Brasil Marcelo Neri.

Segura afirmou que “a capacidade de crescimento do mundo é menor” e que a produtividade nas regiões emergentes cresceu na última década “por uma série de razões, entre elas a acumulação de capital”, mas agora “para o que vem para frente essas projeções são menores”.

“Alcançamos reduzir a desigualdade enquanto crescíamos, algo que é muito difícil”, disse, se referindo à região e em particular ao caso peruano, que nos últimos 15 anos diminuiu a pobreza em 35%.

Indicou ainda que “para o futuro há uma série de fatores que condicionam este crescimento” e considerou o primeiro à disponibilidade de crédito, já que países como o Peru, Chile e México se mantêm com menos “de 50% de penetração financeira abaixo do produto interno bruto (PIB).”

Segura afirmou que é “fundamental investir em boa infraestrutura”, que considerou “um caminho para continuar aumentado o PIB per capita.”

“Temos outra grande restrição, e é a fiscal, estas épocas de ‘boom’ nos geraram receitas maiores às que estávamos acostumados; com a reversão do ciclo, o que estamos vendo é uma queda de receita”, assinalou.

O ministro peruano reconheceu que “na América Latina a informalidade é crônica”, um problema que “custa em todas suas dimensões, tem sua dimensão laboral e tributária”.

O brasileiro Neri considerou, por sua parte, que “a produtividade é o principal tema que deveria ocupar de agora em diante” a atenção dos governos da América Latina.

“A produtividade sempre é uma questão que cria grande consenso, assim como as economias, embora não é uma coisa que se tenha abordado na América Latina”, disse “estar pensando em uma política para escorar as economias” e considerar “muito importantes as agendas vinculadas com a educação”.

“Não estamos criando as políticas adequadas… a riqueza está aumentando em geral, mas me parece que os jovens seguem sendo um grande desafio”, acrescentou.

O ex-ministro coincidiu em que a região há “percorrido por um bom caminho na redução da pobreza e crescimento no continente” mas disse que agora “há uma terceira variável a considerar, que é o aumento do rendimento per capita nos lares”.

O ministro Saavedra enfatizou que “o ponto central na região é dar-lhe uma educação decente, uma boa educação a todos”.

Ressaltou que o Peru precisa de um aumento de dois ou três pontos a mais no PIB, para chegar a 6%, o que implica pactuar “um contrato social novo” para “ter uma despesa mais eficiente mas muito maior do que tivemos em educação até este momento”.

A conferência foi organizada como parte do programa “Road to Lima 2015”, uma série de atividades prévias às reuniões anuais das juntas de governadores do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do BM, que se celebrarão do 5 ao 12 de outubro em Lima.




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