CHILE

Gratuidade universitária fara do Chile um país mais justo, afirma a presidenta

Gratuidade universitária fara do Chile um país mais justo, afirma a presidenta (Foto: Sebastian Rodriguez/Agência EFE)

Michelle Bachelet afirmou que não quer que nenhum jovem do Chile perca a oportunidade de estudar porque não tem recursos para isso

A presidenta chilena, Michelle Bachelet, afirmou hoje que o projeto de gratuidade na educação universitária, além de outras mudanças impulsionadas por seu governo, farão com que o Chile se torne “mais justo e solidário para todos”.

Em um café da manha com os jovens que obtiveram as melhores colocações na prova de seleção universitária (PSU, na sigla em espanhol), a chefe de estado destacou como uma “boa notícia” que vários deles possam se beneficiar da gratuidade da educação superior, que entrará em vigor a partir de 2016.

Além disso, ela deu importância ao feito de converter o ensino em um “bem social” e disse que aposta em uma educação de qualidade, porque “grátis e ruim não adianta nada”.

“Não queremos que nenhum jovem perca a oportunidade de estudar porque sua família não tem recursos”, disse Bachelet em seu discurso.

A gratuidade na educação superior universitária foi uma das principais demandas dos estudantes chilenos, que desde 2011 saiam às ruas para protestar por seu direito de estudar sem estarem condicionados a seus poderes aquisitivos.

A iniciativa foi incluída ao programa eleitoral do segundo mandato de Bachelet e se estabeleceu que 70% dos estudantes mais necessitados poderiam ter acesso à universidade de forma gratuita. Porém, devido à desaceleração econômica, o governo reduziu a cota de forma considerável.

No último dia 10 de dezembro, o Tribunal Constitucional se pronunciou de forma contrária ao projeto oficial por considerá-lo “discriminatório” e o Governo decidiu mudar o número de beneficiados.

Hoje, ele finalmente abarca todas as universidades estatais e também as privadas sem fins lucrativos e com creditação mínima de quatro anos.




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