EMPODERAMENTO FEMININO

Banco Mundial apoia projeto de Michelle Obama para educar e empoderar meninas

Banco Mundial apoia projeto de Michelle Obama para educar e empoderar meninas (Foto: SHAWN THEW/EFE)

A iniciativa de Michelle Obama, chamada "Let Girls Learn", busca o acesso à educação para meninas sobretudo na África e o Oriente Médio

O Banco Mundial (BM) investirá 2.500 milhões de dólares em projetos educativos para meninas adolescentes. O anúncio foi feito na última quarta feira pelo presidente da instituição, Jim Yong Kim, em apoio a uma iniciativa liderada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

“Este não é só um investimento impressionante de recursos, mas também uma declaração de objetivos: é a expressão de nossa crença no poder da educação para transformar as vidas e o futuro de milhões de meninas no mundo todo”, afirmou Michelle Obama.

O anúncio foi feito na sede do BM, em Washington, em reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do BM, que congrega esta semana em Washington aos líderes econômicos mundiais durante esta semana. A primeira-dama recorreu aos líderes mundiais que se comprometam com a educação de 62 milhões de meninas e adolescentes no mundo todo que não têm acesso à escola.

A iniciativa da primeira-dama, chamada “Let Girls Learn” (Deixemos que as meninas aprendam), foi lançada há mais de um ano para buscar o acesso à educação das meninas, mediante a potencialização de programas da agência de cooperação USAID, fundamentalmente na África e o Oriente Médio.

Michelle Obama aplaudiu a “visão” e “liderança” do BM com o anúncio do novo investimento, já que a educação das mulheres é “imprescindível” para o desenvolvimento de qualquer país. “Se metade da população não pode contribuir completamente à sociedade, então o desenvolvimento significativo e sustentável simplesmente não é possível”, afirmou Michelle.

A esposa do presidente de EUA, Barack Obama, lembrou que em muitos países do mundo as meninas enfrentam o risco de serem estupradas no caminho à escola e que seus direitos não estão garantidos, pois sofrem a mutilação genital, casamentos arrumados na infância e trabalhos forçados. “A resposta não é só destinar recursos” mas requer uma mudança de mentalidade para “realmente crer que as meninas merecem uma educação”, defendeu ela.

O presidente do BM, Jim Yong Kim, qualificou a primeira-dama como uma “tremenda lutadora” em favor dos direitos das meninas e agradeceu sua presença na instituição pela primeira vez após oito anos de Barack Obama na Casa Branca. O investimento dos dois bilhões e meio de dólares do BM será realizado ao longo dos próximos cinco anos e, até 2030, a instituição se propõe acabar com a exclusão escolar dessas 62 milhões de meninas.

“Empoderar e educar meninas adolescentes é uma das melhores maneiras de conter a pobreza”, já que os benefícios repercutem em toda a sociedade, argumentou Kim.




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