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Acesso à internet nas escolas brasileiras é atrapalhado por falta de capacitação dos professores e baixa velocidade de conexão, aponta estudo

Acesso à internet nas escolas brasileiras é atrapalhado por falta de capacitação dos professores e baixa velocidade de conexão, aponta estudo Foto: EFE/Luis Tejido

A pesquisa "TIC Educação" ouviu 930 escolas, dentro destas 1.770 professores e 9.532 alunos.

A falta de capacitação dos professores em temas relacionados à internet e a baixa velocidade de conexão das redes locais foram algumas das dificuldades encontradas nas escolas públicas e privadas do Brasil, segundo informou hoje um estudo no país.

A pesquisa “TIC Educação”, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), assinalou que 67% dos professores consultados se declararam “autodidatas” em temas da rede, mas 57% admitiu ter feito algum tipo de curso relacionado a informática.

O estudo vai mais longe e identifica que, dentre esta porcentagem que realizou cursos de informática, 74% pagou o curso por conta própria, sem receber nenhum tipo de auxílio do governo ou de instituições privadas de educação.

Entre os professores de escolas públicas com formação universitária, somente 37% cursaram afirmaram ter cursado alguma disciplina relacionada à informática em suas formações acadêmicas.

A velocidade das conexões do país foi outro problema exposto pelo estudo, mesmo com os avanços dos últimos anos, a baixa velocidade de internet continua limitando o acesso à rede nas escolas pública e privadas do país. Esta situação se agrava pelo alto número de aparelhos se conectando simultaneamente nos colégios brasileiros.

Por outro lado, no ano passado, 41% das escolas públicas com conexão à internet mantinham uma velocidade de dois MB/s, uma melhora de 50% em relação à 2013. Nas escolas privadas, 21% mantinham esta velocidade.

Entre as escolas públicas que possuem computadores, 93% mantém acesso à internet, nas escolas privadas, as cifras chegam a 97%, em 2014.
Em relação ao tipo de aparelhos, entre 2013 e 2014, o número de computadores portáteis cresceu de 73% para 79%, já os tablets aumentaram de 11% para 29% neste período.

A pesquisa mostrou também que 64% dos professores preferiram acessar a internet através dos telefones celulares nas escolas no ano passado, quase o dobro dos 36% de 2013.

82% dos professores usa a internet para produzir conteúdo para as aulas e 28% utiliza ferramentas da rede para a comunicação com os alunos.
Outros dados da pesquisa mostraram que 41% dos alunos de das escolas públicas acessam a internet através de computadores nos centros de estudo.

A “TIC Educação” é publicada anualmente desde 2010 e sua última edição estudou dados de 930 escolas entre setembro de 2014 e março de 2015, participando 930 diretores, 881 coordenadores pedagógicos, 1.770 professores e 9.532 alunos de todo o país.




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