EDUCAÇÃO PÚBLICA

2,8 milhões de jovens brasileiros entre 4 e 17 anos estão fora da escola

2,8 milhões de jovens brasileiros entre 4 e 17 anos estão fora da escola (Foto: Cesar Brustolin/SMCS)

Meta do Plano Nacional da Educação era que, até 2016, todos os jovens de 4 a 5 anos estivessem estudando

Segundo um estudo da ONG Todos Pela Educação, 2,8 milhões de jovens entre 4 e 17 anos (6,2% da respectiva faixa etária) estão fora da escola. O resultado foi divulgado na última terça-feira (19) e utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014.

Desde 2005 houve melhoras: o número caiu aproximadamente 45% (há 11 anos, mais de 5 milhões de crianças entre 4 e 17 anos não estudavam). Porém, segundo o relatório, o que preocupa é que, a cada ano, a tarefa de incluir os que permanecem fora do sistema se torna mais difícil.

“Os avanços das últimas décadas vêm pagando, aos poucos, uma dívida de séculos de descaso em relação à Educação da população brasileira. Entretanto, é preciso reconhecer urgentemente que as crianças e jovens mais vulneráveis são os que menos frequentam a escola, justamente aqueles que mais dependem da Educação para romper o ciclo de exclusão e pobreza. O foco no combate à desigualdade, portanto, deve ter presença forte em todas as políticas educacionais”, comenta em nota Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos Pela Educação.

Segundo a meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE), até 2016 a Educação Infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade deveria ser universalizada. Nos últimos dez anos, o percentual nessa faixa etária passou de 72,5% para 89,1% – uma evolução de 16,6%.

“O avanço é muito significativo. Mas, se tomarmos como referência as outras faixas etárias, o crescimento precisaria de quase 10% nos anos posteriores para atingir a meta. O desafio é muito grande para os dois anos”, avalia Alejandra Meraz Velasco, superintendente do Todos Pela Educação.

Segundo ela, a tendência de crescimento é constante. Porém, para seguir crescendo, é preciso superar uma série de obstáculos. “Cada etapa coloca desafios diferentes. Para a faixa de 4 a 5 anos, o desafio é a capacidade de atendimento das prefeituras. Embora tenha sido a faixa com o maior crescimento, é a faixa percentualmente menos atendida. Para que continue crescendo, agora é preciso construir escolas, contratar professores e adquirir infraestrutura. Só assim a melhora será mantida”, explicou.




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